Museu Vivo do Fandango

Tomara que um dia todas as manifestações populares do Brasil tenham tratamento igual ao que o projeto do Museu Vivo do Fandango dá à cultura Caiçara do litoral do Paraná e de São Paulo. Ao contrario de tantos outros projetos, o museu vivo procura resgatar os mestres, que passam a ser tratados como pontos centrais da cultura, e não como anônimos informantes da intelectualiadade pesquisadora. Não é um museu ‘prédio’, é museu ‘gente’, é Cultura viva, como o próprio nome do museu.
O objetivo do projeto é o registro e estudo da cultura remanescente, para a criação de uma base documental, para a pesquisa hoje e no futuro. E, ao mesmo tempo, criar meios para a geração de renda, através da cultura, nas comunidades, garantindo a existência e a continuidade das tradições, mesmo inseridas num âmbito global.
Os tempos de isolamento e subsistência já se foram há muito, e essas comunidades corriam grandes riscos ao inserirem-se, de forma despreparada e desarticulada, no mundo do capitalismo selvagem... Por isso o projeto é valiosíssimo, por enxergar no Fandango um catalisador de toda uma tradição de vida comunitária, e mais profundamente o cerne de toda uma sociedade.
O projeto procura resgatar às pessoas, e assim às praticas comunitárias, dando coesão e oportunidade para que, através do resgate da cultura, praticada pelos próprios agentes da criação (antigos e novos Mestres), sejam garantidas as atividades tradicionais. Incluindo essas comunidades de forma fortalecida e digna, no mundo globalizado. Graças ao projeto Museu Vivo do Fandango, o caiçara ainda há de comemorar, na batida do Adufo e do Tamanco, por muito tempo sua Fé e suas raízes.
Viva o Fandango!!!
Viva a Cultura Caiçara!!!
Rafael Galante
http://www.museuvivodofandango.com.br

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